Neste maravilhoso feriado de carnaval (que para mim, já começou no sábado, dia 9, e vai até quarta-feira, dia 13), em meio a uma pilha de papéis e livros, estudando para duas provas que serão aplicadas ainda neste mês, pausas para arrumar, limpar, lavar um monte de coisas que precisam (antes que se percam no caos, e já não saiba mais por onde começar);
entre momentos de atenção merecida aos meus pais, cuidados com o meu pequeno jardim, meus bebês (animais domésticos), compras no supermercado e tantas outras que nem lembro agora;
entre momentos de tristeza e desesperança envoltos às lembranças de momentos felizes ( e estes, quando se ama, podem ser desde um olhar doce, cheio de cumplicidade até a coisa mais idiota que possa ter sido dita, porque se se ama... tudo é importante e sensacional, n'est pas?)...
uma pausa para descanso, um momento para curtir um pouco uma das maiores festas populares da humanidade: o carnaval do Brasil, aquarela das mais belas!
O samba é um dos maiores patrimônios culturais que identifica o nosso povo e vê-lo sendo sempre "resgatado" é um dos maiores prazeres que sinto, porque adoro ser brasileira e, como tal, adoro o samba (desde criança, gostava de assistir, em programas de televisão, cantores com Martinho da Vila, Alcione, Clara Nunes, Beth Carvalho e ouvir na rádio Bezerra da Silva).
Atualmente, na TV, curto muito o Samba na Gamboa, apresentado pelo fofo Diogo Nogueira.
Um dos grupos que mais gosto, o Casuarina, puxa um samba mais tradicional e de excelente q u a l i d a d e, se é que podemos (re)defini-lo usando tais parâmetros - não sou contra pagode, aquele samba mais eletrônico, surgido na década de 90 - mas, convenhamos, o som do samba raiz é maravilhoso, sua repercussão entra na alma e faz com que nunca deixemos o samba morrer...
"Retalhos de cetim" Benito di Paula
"Ensaiei meu samba, o ano inteiro,
Comprei surdo e tamborim,
Gastei tudo em fantasia,
Era só o que eu queria,
E ela jurou, desfilar pra mim.
Minha escola, estava tão bonita,
Era tudo o que eu queria ver,
Em retalhos de cetim,
Eu dormi o ano inteiro,
E ela jurou, desfilar pra mim.
Mas chegou, o carnaval,
E ela não, desfilou,
Eu chorei, na avenida eu chorei
Não pensei que mentia,
A cabrocha que eu tanto amei."
Recado para ele: "este ano, nosso amor não desfilou..., mas no próximo carnaval, vou caprichar na fantasia, cobri-lo de cetins e brocados e, com as bençãos de Deus, brilhará na nossa avenida."
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