Precisava escrever este post, pois o anterior ficou um pouco "fragmentado", deixando dúvidas em quem o lê [se é que alguém lê o que escrevo, já que não contei para ninguém deste blog. O destinatário, então, poderia ser nós paraquedistas da internet (eu mesma - sem querer - já entrei em cada um!!! Mas, é preciso dizer... outros foram boas surpresas, bons achados, e que fazem a gente achar a rede mundial de comunicação uma maravilha, dessas que não dá mais para viver sem)].
Por que fragmentado? Escrevi rapidamente porque tinha que estudar para duas provas.
Mas indo ao que interessa...
Há alguns anos, falei para um colega sobre a música de abertura do filme Forrest Gump, a referenciada no post anterior, e como me sentia em relação a ela, de como ela se parecia com o ritmo ou como sentia minha vida. E, como todo bom estudante de Filosofia, fez-me excelentes perguntas, uma das quais foi acaso eu não tivesse visto o filme, mais precisamente a parte referente à sua abertura, e tão somente escutado a música, se estaria com essa mesma sensação ou interpretação.
Por que fragmentado? Escrevi rapidamente porque tinha que estudar para duas provas.
Mas indo ao que interessa...
Há alguns anos, falei para um colega sobre a música de abertura do filme Forrest Gump, a referenciada no post anterior, e como me sentia em relação a ela, de como ela se parecia com o ritmo ou como sentia minha vida. E, como todo bom estudante de Filosofia, fez-me excelentes perguntas, uma das quais foi acaso eu não tivesse visto o filme, mais precisamente a parte referente à sua abertura, e tão somente escutado a música, se estaria com essa mesma sensação ou interpretação.
Eu já tinha a resposta, já pensada e repensada tantas vezes*, mas como gostava muito desse colega (e o tema era bastante agradável!), preferi perguntar se já teria prestado atenção à música "As Quatro Estações" de Vivaldi, em como cada estação parecia representar um fase de nossas vidas, a aurora da juventude (primavera), a mocidade (verão), a maturidade (outono) e a velhice (inverno).
Meu colega acertadamente disse que isso é apenas uma teoria de base interpretativa. Tive que concordar, mas disse que não era a única a compartilhar da mesma idéia, e na primeira oportunidade, mandei para ele o link do excelente trabalho do poeta Públio Athayde, de Ouro Preto - MG:
Meu colega acertadamente disse que isso é apenas uma teoria de base interpretativa. Tive que concordar, mas disse que não era a única a compartilhar da mesma idéia, e na primeira oportunidade, mandei para ele o link do excelente trabalho do poeta Públio Athayde, de Ouro Preto - MG:
"O ritmo das Quatro Estações, quer expresso pela alternância de movimentos
lentos e rápidos dos Concertos Grossos, quer marcado pelas alternâncias ou repetições dos sentidos dos retângulos nos painéis, é o ritmo da vida. Há problemas geométricos, escalas cromáticas, retórica, múltilpas manifestações artísticas envolvidas nesse 'hiperdiscurso', mas houve sempre a unidade no múltiplo, assim como autonomia nas partes. Poesia visual composta como épico particionado em sonetos." http://br.monografias.com/trabalhos-pdf/as-quatro-estacoes-mimeses/as-quatro-estacoes-mimeses.pdf
(*) Mais recentemente, na aula de Criminologia, quanto aos nossos questionamentos, minha professora, que quase sempre nos devolvia as perguntas, advertiu-nos para que não nos apressássemos em tentar respondê-las, que pensássemos e elaborássemos novas questões. Em outra aula, meu professor de Sociologia Jurídica disse que mesmo que não tenhamos uma resposta no momento, precisamos nos libertar da ânsia de encontrá-la rapidamente, pois a afirmação, sem maiores considerações, delimita e empobrece nossas conclusões.
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