quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Numa dessas, entre o verão e o outono da vida

Precisava escrever este post, pois o anterior ficou um pouco "fragmentado", deixando dúvidas em quem o lê [se é que alguém lê o que escrevo, já que não contei para ninguém deste blog. O destinatário, então, poderia ser nós paraquedistas da internet (eu mesma - sem querer - já entrei em cada um!!! Mas, é preciso dizer... outros foram boas surpresas, bons achados, e que fazem a gente achar a rede mundial de comunicação uma maravilha, dessas que não dá mais para viver sem)].
Por que fragmentado? Escrevi rapidamente porque tinha que estudar para duas provas. 

Mas indo ao que interessa...
Há alguns anos, falei para um colega sobre a música de abertura do filme Forrest Gump, a referenciada no post anterior, e como me sentia em relação a ela, de como ela se parecia com o ritmo ou como sentia minha vida. E, como todo bom estudante de Filosofia, fez-me excelentes perguntas, uma das quais foi acaso eu não tivesse visto o filme, mais precisamente a parte referente à sua abertura, e tão somente escutado a música, se estaria com essa mesma sensação ou interpretação.
Eu já tinha a resposta, já pensada e repensada tantas vezes*, mas como gostava muito desse colega (e o tema era bastante agradável!), preferi perguntar se já teria prestado atenção à música "As Quatro Estações" de Vivaldi, em como cada estação parecia representar um fase de nossas vidas, a aurora da juventude (primavera), a mocidade (verão), a maturidade (outono) e a velhice (inverno). 
Meu colega acertadamente disse que isso é apenas uma teoria de base interpretativa. Tive que concordar, mas disse que não era a única a compartilhar da mesma idéia, e na primeira oportunidade, mandei para ele o link do excelente trabalho do poeta Públio Athayde, de Ouro Preto - MG:
"O ritmo das Quatro Estações, quer expresso pela alternância de movimentos
lentos e rápidos dos Concertos Grossos, quer marcado pelas alternâncias ou repetições dos sentidos dos retângulos nos painéis, é o ritmo da vida. Há problemas geométricos, escalas cromáticas, retórica, múltilpas manifestações artísticas envolvidas nesse 'hiperdiscurso', mas houve sempre a unidade no múltiplo, assim como autonomia nas partes. Poesia visual composta como épico particionado em sonetos." http://br.monografias.com/trabalhos-pdf/as-quatro-estacoes-mimeses/as-quatro-estacoes-mimeses.pdf





(*) Mais recentemente, na aula de Criminologia,  quanto aos nossos questionamentos, minha professora, que quase sempre nos devolvia as perguntas, advertiu-nos para que não nos apressássemos em tentar respondê-las, que pensássemos e elaborássemos novas questões. Em outra aula, meu professor de Sociologia Jurídica disse que  mesmo que não tenhamos uma resposta no momento, precisamos nos libertar da ânsia de encontrá-la rapidamente, pois a afirmação, sem maiores considerações, delimita e empobrece nossas conclusões.

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